Author Archives: Viviane Franco

Tássia Campos em noite de som e fúria na Mostra SESC Guajara de Artes

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Inaugurado este ano, o Teatro Cidade de São Luís (antigo Cine Roxy) tornou-se palco para o show glamoroso da cantora Tássia Campos, durante a programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes, na noite de sábado (27). Acompanhada dos músicos, Edinho Bastos (guitarra), Jesiel Bives (teclado), João Paulo (baixo) e Moisés Mota (bateria) e DJ Franklin (programação eletrônica), a cantora apresentou um repertório de canções dos seus últimos shows em tributo aos Novos Baianos e Sérgio Sampaio, bem como algumas canções inéditas que estarão no seu primeiro disco.

Após uma sequência de música brasileira e mundial saída das pick-ups do DJ Franklin, ela entrou desafiadora, sem saudar o público, cantando em inglês, com voz rouca e encorpada, experimentando sonoridades em dub e arranjos que misturavam o som eletrônico do DJ com a base jazzística dos músicos. O visual do palco nos transportava para o melhor das casas noturnas de jazz, com luz soturna que dava textura ao clima noir pela fumaça que saía do gelo seco junto com o veludo da cortina vermelha atrás dos músicos. De vestido longo e flor na cabeça, Tássia lembrava o visual de cantoras como Billie Holiday e Ella Fitzgerald, talvez uma homenagem ali explícita, como ícones musicais.

As canções do repertório escolhido por Tássia pareciam ir traduzindo a persona da própria cantora, que nos últimos dias se envolveu em discursos polêmicos com outros músicos nas redes sociais e que tem assumido uma postura opinativa sobre a música feita pelos artistas maranhenses e sobre aquilo que lhe representa, nem sempre em tom de delicadeza.

E toda essa perspectiva ariana, de quem gosta de comprar briga, acaba se tornando o impulso criativo para seu trabalho como cantora, da artista que se fortalece no conflito, seja pessoal, seja nas relações com seus pares.

Nos versos de A menina dança (Novos Baianos), está lá o nariz arrebitado da menina que entra no jogo e não leva desaforo pra casa quando tudo está virado; nos versos de Que Loucura (Sérgio Sampaio), está a figura que ficou maluco da ideia guiando o carro na contramão, até chegar a se revelar em composição autoral, Persona non grata parceria dela com Celso Borges, quando cantou os versos “Eu disse quase tudo, eu quase não disse nada, disso que sou feito, nem leite, nem nata, persona non grata. Esse é o meu futuro, o ouro de que acumulo. O verbo puro, o salto por cima do muro”.

Durante o show, a palavra poética ganhou força na performance da cantora, que em determinado saiu do palco e deixou apenas a voz mixada com as incursões eletrônicas do DJ Franklin para dizer: “só vou deixar meu coração, a alma do meu corpo, para quem pode. (…) eu não tô à toa, eu sou muito boa”.

A certeza de si como intérprete ficou evidente nas releituras de canções com registros marcantes, como Is This Love (Bob Marley), A Rã (João Donato) e Summertime (George Gerswin), como também no registro dela para Intervalo (André Lucap), que estava na plateia e pra quem ela disse ter roubado a música pra si, e Logradouro (kléber Albuquerque), com a qual ganhou o prêmio de artista revelação da Rádio Universidade FM.


Tássia dedicou a canção Punk da Periferia (Gilberto Gil) para o mestre Leonardo, do Bumba-meu-boi da Liberdade, com quem conviveu de perto e a quem tratava como avô a quem nutria um carinho especial e admiração pela opção e missa de vida em prol da cultura popular.

Ao final, cantou com vigor e volúpia a canção Pacto com Baco (Eugênio Dale), celebrando o prazer dionisíaco e subvertendo a ordem estabelecida pela lei seca de não consumir bebida alcoólica, pra fazer o que lhe dá vontade, no palco e fora dele também.

Foi um show envolvente, moderno e visualmente bonito. Tássia Campos mostrou que, de São Luís, pode-se também estar conectados com o que há de mais contemporâneo na música produzida no Brasil, representada por outras cantoras semelhantes na intenção estética, como Céu, Cibelle, Nina Becker, entre outras.verbo puro, o salto por cima do muro". leite, nem nata, persona non grata.

A programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes segue até o dia 1° de novembro. 

Reggae e música nordestina da primeira noite da Mostra Guajajara

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O que se viu no palco montado na Praça Nauro Machado, na noite de abertura da 7ª Mostra SESC Guajajara de Artes, foi um espetáculo vibrante de música, com a diversidade de ritmos e sotaques que estão no imaginário da cultura nordestina. A performance dos artistas presentes, junto com a espontaneidade do público presente no evento, contagiou a todos, proporcionando uma catarse coletiva, que nem mesmo o susto de um blackout da energia elétrica conseguiu conter.

 

Ao final do cortejo dos diversos grupos artísticos que percorreram as principais ruas do centro de São Luís, a programação musical da Mostra teve início com o Grupo TSI de Idosos do SESC, apresentando a dança “Xangô Caô”, que fez um apanhado das danças e ritmos presentes nos cultos afro-brasileiros. Em seguida, o grupo artístico-pedagógico GAMAR, formado por crianças e adolescentes da escola municipal Maria José Aragão, na Cidade Operária, contaram a mística história da lenda do Boqueirão.

 

O grupo circense HUHUHU, um coletivo de artistas que convivem em comunidade alternativa num casarão localizado na Rua das Hortas, em São Luís, aproveitou o momento para apresentar a surrealista performance “O voo dos pássaros”. Com roupas que lembravam bichos, plantas e outros elementos da natureza, o grupo fez um protesto a favor dos índios Guarany-kaiwá, que ameaçaram se suicidar nesta semana por conta do pedido judicial de desocupação de terras. “Todo nosso processo de criação é orgânico, espontâneo e colaborativo. Aproveitamos o momento para chamar a atenção das pessoas para a importância de estarmos conectados com a natureza, e o caso dos índios no Mato Grosso é uma questão muito séria e importante”, explicou Célida Braga, integrante do grupo HUHUHU.

 

A dança de rua foi representada pela Companhia Street Master de Dança que contagiou a todos com coreografias rápidas e sincronizadas ao som do hip hop. O grupo é bastante conhecido na cidade, tendo sido premiado em diversos festivais de dança. Um tambor de crioula encerrou as apresentações de dança e deu espaço para que as bandas começarem os shows musicais. “Fiquei impressionado com a apresentação do grupo e foi uma surpresa encontrar essa diversidade de ritmos aqui no Maranhão, como o tambor de crioula, que é muito vibrante também”, disse o engenheiro agrônomo Diogo Araújo, turista vindo de Brasília.

 

Por volta das 20h30, subiu ao palco a Raiz Tribal. Com um repertório de músicas autorais e alguns clássicos do reggae de radiola, a banda fez um show empolgante e mostrou que “filho de peixe, peixinho é”. Alguns integrantes da banda são filhos dos músicos da famosa Tribo de Jah. Gil Enes, vocalista da banda, aproveitou o momento para homenagear os 400 anos de São Luís, ressaltando a beleza da cidade e sua especial relação com reggae. O público vibrou quando o grupo tocou o “Melô do Superman”, do compositor Tarrus Riley, um dos clássicos do repertório dos clubes de reggae da cidade.

 

De peito desnudo e muita atitude, o músico Beto Ehongue e a banda Canelas Preta foi abrindo espaço com suas sonoridades multiculturais. O repertório do show foi uma prévia do CD do compositor, que está em fase de gravação. Canções como Lavadeira (premiada em festival de reggae), Inna Boreal, Rosa Semba e Ela kiss um beijo meu, já conhecidas do público que o acompanha, ganharam arranjos mais sofisticados e metalizados. A expectativa de Beto em participar da Mostra era grande, especialmente porque iria dividir o mesmo palco com outros dois grupos nordestinos com opções estéticas semelhantes. “Acaba sendo uma vitrine pra todos nós participar da Mostra Guajajara, não só porque é um espaço pra gente apresentar nosso trabalho, mas também porque a gente acaba conhecendo outros artistas e esse intercâmbio de informações e arte é sempre muito bom”, disse Beto Ehongue.

 

Na plateia, estava a cantora Dicy Rocha, uma das principais intérpretes das composições de Beto e que também já participou de outras edições da Mostra. Ela reafirma a opinião do compositor. “Eu lembro que participar do evento, ano passado, possibilitou pra mim bons encontros musicais, como foi com o DJ Marcelinho da Lua, que se interessou em fazer algo junto logo depois que cada um viu o trabalho do outro durante uma das noites da Mostra. E é muito bom termos essas iniciativas até mesmo como formação de público que sempre está muito interessado em experimentar bons shows e bons espetáculos”, comentou.

 

Beto Ehongue, que tem forte identificação com as culturas indígenas e suas musicalidades, também fez seu protesto a favor da etnia Guarany-kaiwá.

 

Nordeste musical desvelado

 

Após a apresentação dos artistas maranhenses, a expectativa era grande pela viagem mística e musical dos músicos paraibanos Chico Correa e a banda Cabruêra, que fizeram o público ir ao delírio com seus repertórios cheios de referências nordestinas e eletrônicas.

 

Chico tocou acompanhado do vocalista Jonathas Falcão, que fizeram uma reinvenção de estilos tradicionais, como o repente, a embolada, o coco e o baião, entrecruzando os ritmos com batidas eletrônicas, como o drum’n’bass, beats e samplers. A apresentação foi marcada pelo improviso e pela comunicação rápida com o público.

 

O formato mais reduzido da Eletronic Band do Chico Correa não limitou a empolgação do público, nem mesmo às possibilidades sonoras que a mesa de som de um DJ pode oferecer. Chico é músico com formação erudita em violão e também toca guitarra. Ele defende a ideia de que o DJ é um músico como qualquer outro que executa um instrumento musical e que, cada vez mais, essa diferença está se ampliando em possibilidades sonoras, com os avanços das tecnologias musicais. O que ficou evidente no show é que essa diferença se concentra na inventividade do DJ que tem a inteligência de concatenar sonoridades e ritmos em suas proximidades. Na hora de dançar, o público também reinventava os passos, ora fazendo passos de coco, ora remexendo o corpo acompanhando os movimentos pulsantes das batidas eletrônicas.

 

Em determinado instante a relação público e artista se inverteu, ou melhor, se complementou. Léo Marinho, da Cabruêra, pegou a guitarra e resolveu se juntar ao DJ. Algumas figuras e personagens habituais das festas alternativas no Reviver resolveram fazer suas performances espontâneas em frente ao palco e pareciam ser mais um grupo convidado da programação do evento. Era o prenúncio da catarse coletiva que o público começava a experimentar se sentido parte de uma grande comunidade musical alternativa.

 

Após o show do Chico Correa, um susto: um blecaute em toda a cidade apagou as luzes do Centro Histórico. Parecia um sinal místico, uma preparação para a experiência sonora que o público receberia naquela noite. Nada que um plano B da equipe técnica do evento pudesse resolver em pouco tempo com o uso de um gerador de energia.

 

Quando o vocalista da Cabruêra, Arthur Pessoa, pegou o microfone e chamou todo mundo pra dançar, não teve quem ficasse parado. Com presença de palco intensa e promovendo um jogo rápido de fraseados, improvisos e emboladas, os “cabras” do grupo paraibano comprovou que a banda sabe dos segredos que as músicas nordestinas trazem consigo, é o mistério da arte pela sobrevivência e suas influências espirituais.

 

Em conversa com o baterista do grupo, Pablo Ramires, ele explicou que o mais recente trabalho é um pouco o resultado das experiências espirituais que os músicos da banda já tem há algum tempo. Arthur Pessoa é um dos organizadores do “Encontro para a consciência”, evento que acontece anualmente em Campina Grande (PB), durante o período do Carnaval, reunindo pessoas das mais diversas seitas e cultos religiosos promovendo um grande encontro ecumênico e espiritual.

 

O último trabalho da banda, “Nordeste Oculto”, é mais o resultado destas experiências espirituais e musicais, quando o grupo teve contato com o músico Alberto Marsicano, pioneiro no uso da cítara no Brasil. O CD concentra sonoridades múltiplas e acaba provocando no ouvinte um jogo multirreferencial de estilos musicais, estimulando as possibilidades de narrativas diversas do imaginário que as canções trazem consigo.

 

Toda essa carga mística e as coincidências dos imprevistos e improvisos da noite foram resumidos e sentidos por quem esteve presente na noite de abertura da Mostra SESC Guajajara de Artes ao darem-se as mãos, todos, numa animada e contagiante ciranda puxada pelo vocalista do Cabruêra, que promoveu um verdadeiro encontro de culturas e energias. O show ainda reverbera no corpo de quem esteve por lá.

Cortejo Artístico dissemina cultura no Centro de São Luís

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Uma exibição perpassada pela diversidade, beleza, talentos, criatividade, performances e muita cultura é o que o público maranhense presenciou no Cortejo Artístico da 7° Mostra Sesc Guajajara de Artes. Marco inicial do evento, o Cortejo desfilou e encantou comerciários e público presente na Praça Deodoro, Rua Grande e Praça Nauro Machado nesta quinta, dia 25 de outubro.

 

Em um verdadeiro caldeirão cultural, a variada comitiva foi puxada pela serpente viva do Grupo Cara de Arte, composta por 30 jovens atores. A gigante serpente faz alusão ao formato da Rua Grande. O desenvolvimento dos seus movimentos tinha como alvo os comerciários, que por meio da sua sinuosa dança representou um convite criativo à cultura popular.  O personagem faz parte da peça Serpenteando na Ilha, que conta a história da mais famosa lenda de São Luís. O grupo Cara de Arte participa da Mostra desde a primeira edição. Integrante do Projeto de Formação de Jovens Atores, quarenta jovens aprendem a arte e têm a oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos. “A Mostra Guajajara contribui para a formação pessoal e profissional de cada participante. Comecei como aprendiz e hoje coordeno o Cara de Arte e ministro aulas de dança. A história da minha graduação está intrinsecamente ligada à trajetória da Mostra. Hoje posso compartilhar o conhecimento com outros jovens e ser um multiplicador”, explica Lêonidas Portela, responsável pelo grupo.

 

A comerciária Erisana Sousa se deparou com a exibição enquanto caminhava na Praça Deodoro. Encantada com as artes apresentadas, registrou o momento no seu celular. “Nossa cultura é muito rica. Está tudo muito bonito.”, afirma. Já o estudante Jairo Barbosa, que fez parte do Cortejo em 2010, não pode participar este ano devido ao trabalho, mas não deixou de prestigiar.
Contando com a participação de 13 grupos artísticos locais, a passagem do Cortejo alterou a movimentada rotina do Centro da cidade. O grupo GAMAR chamou a atenção do público com a figura da princesa Iná, suas oito crianças encantadas e uma saia de 56 metros que simbolizava o mar. Segundo a lenda do Boqueirão, os pescadores que desejassem navegar com tranqüilidade deveriam pedir permissão para a princesa. Wilson Chagas, diretor do GAMAR, defende que a Mostra é uma das poucas que abre espaço para pequenos grupos locais, dando visibilidade ao trabalho e possibilita a ampliação do conhecimento. “Todos os meus alunos com idade suficiente para participar das oficinas estão inscritos. Somos privilegiados por participar de um projeto que democratiza a arte e permite que jovens de escolas públicas tenham acesso à cultura”, explica. Cleane Melo, que trabalha na loja Planeta 7, revela que o Cortejo Artístico é muito interessante. “Difícil não se envolver com o ritmo e a beleza dos grupos”, esclarece.
E o Xangô Caô provou que cultura não tem idade. Grupo de tambor de crioula do Trabalho Social com Idosos do Sesc, as integrantes mostraram vitalidade e muita energia durante todo o percurso. Dona Maria José, de 85 anos, que dança no Boi Brilho do Sesc, fez questão de participar da abertura, apesar da sua apresentação está  agendada para esta segunda, 29.
A programação da 7° Mostra Sesc Guajajara de Artes acontece até o dia 01 de novembro, em diversos espaços da capital. Todos os eventos e atividades são gratuitos, mas quem quiser pode colaborar com o Programa Mesa Brasil Sesc, que complementa milhões de refeições de crianças e adolescentes de São Luís e Caxias, trocando 1 kg de alimento não-perecível pelo ingresso.

Grupo Afrôs se apresenta nesta sexta-feira no Sesc Deodoro

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Influências de várias culturas contribuem para pluralidade musical maranhense. É desse universo de palavras e expressões que nasce a inspiração para a produção musical do Grupo Afrôs que comandou o show desta sexta-feira (26), na área de vivência do Sesc Deodoro.

 

Com um repertório que prima pela música popular maranhense, o grupo mostra que é possível resgatar o folclore do estado e atrair um público cada vez mais atento para a cultura e capaz de valorizar a música da região.

 

Foi envolvida nessa musicalidade que a aposentada Lucimar Viana, de 68 anos, não perdeu nenhum momento da apresentação. “É tudo tão envolvente, os trajes, a alegria contagiante do grupo, o ritmo das batidas, enfim tudo prende a atenção do público”, disse.

 

Com uma vontade imensa de levantar e dançar, a babá Lélia Gabriela Gomes só liberou o desejo por timidez, mas garante que o ritmo é envolvente. “Sou apaixonada pelas manifestações folclóricas e o Maranhão é tão rico em cultura que muitas pessoas não conhecem, por isso é importante eventos como esse do Sesc”, comentou.

 

Criado em 2007, o Grupo Afrôs é uma banda formada por oito músicos, cuja proposta é investir na musicalidade tradicional da região, unindo a pesquisa em ritmos percussivos às tendências e influências contemporâneas. Além disso, AFRÔS também tem uma abordagem cênico-musical sólida, um repertório com músicas inéditas, autorais e, ainda, arranjos próprios para canções de outros autores e intérpretes como João do Vale, Humberto do Maracanã, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Sivuca.

Como os próprios integrantes se descrevem, o “grupo é uma família, em que as meninas que passaram por aqui se descobriram em tudo porque a música faz isso com a gente. Somos Afrôs mesmo, somos emoções, sensibilidade, vida, amor. Aqui podemos falar e sentir tudo, somos sacanas e autônomas, donas do nosso próprio corpo e acima de tudo somos livres para escolher o que queremos fazer. Esse é o ponto principal das Afrôs”, palavras de Cris Campos e Camila Pinto.

 

Durante esse tempo, o grupo já trilhou palcos em diversos locais da cidade como a Praça Maria Aragão, Praça Nauro Machado, Circo da Cidade, Maloca, Odeon Sabor e Arte, Laborarte entre outros, em eventos como a IV Semana de Teatro do Maranhão, III Mostra SESC Guajajaras, Arraial da Maria Aragão, Sarau de Bailados, Dia da Mulher (Sec. De Planejamento do Estado), dentre outros.

Rock´n´Roll na 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara de Artes

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Com quatro anos de estrada no cenário alternativo da música maranhense a banda Megazines se prepara para mostrar todo o seu talento na 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara de Artes.A banda apresenta seu primeiro álbum intitulado SCARFACE, nesta sexta-feira, a partir das 21h, na Praça Nauro Machado.

 

A banda é composta por Ronaldo Lisboa (vocal), Emanuel Maia (bass) e Thiago Fragoso (guitar) Vinicius Medeiros (guitar) e San "Bimbo" Gomes (drums). A Magazine recentemente tocou em eventos com participação de grandes nomes do cenário musical nacional tais como Raimundos, Mombojó e Black Drawing Chalks.


A proposta para o álbum SCARFACE é aliar a sonoridade de subgêneros do rock dos anos 90 com uma roupagem bem atual, com letras inspiradas em temas do cotidiano, muitas vezes inspiradas em enredos cinematográficos.


A produção é de Adnon Soares, que representa em Magazine a ideia do manifesto e da expressão, características marcantes no velho e bom rock’n’roll, com a batida forte e o som contagiante.


A capa do álbum é uma referência estilizada a obra O Grito (2008) do artista plástico maranhense Diego Menezes. Com trabalho reconhecido em galerias em Porto Alegre (RS), sua cidade atual, o artista desenvolve uma produção caracterizada pela multiplicidade de meios: poemas, performances, objetos, desenhos e pinturas.


O show acontece a partir das 21h, na Praça Nauro Machado, as apresentações da 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara das Artes são gratuitas. Mas quem desejar colaborar com o programa Mesa Brasil Sesc, pode doar 1kg de alimento não perecível na entrada. 

Encantos de Tarsila em destaque na 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara de Artes

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Tarsila do Amaral e suas memórias de infância ganharão vida no espetáculo infantil de dança contemporânea “Vila Tarsila”, da Cia Druw de São Paulo. A apresentação do Palco Giratório enriquece ainda mais a programação da 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara de Arte, no dia 27, a partir das 17h, no Teatro Arthur Azevedo. Entrada gratuita.

 

Com um roteiro que valoriza o lúdico, Vila Tarsila retrata as memórias de infância da consagrada artista, Tarsila do Amaral. O espetáculo tem duração de 60 minutos e é indicado para o público adolescente e crianças acima dos cinco anos de idade.

 

O espetáculo de dança com direção artística de Miriam Druwe em parceria com Cristiane Paoli Quito conduz o espectador ao mundo antropofágico de Tarsila do Amaral, além de demonstrar que sua obra nasceu de experiências visuais nas inúmeras viagens realizadas e das brincadeiras que recheavam as tardes na fazenda onde a pintora vivia em Capivari, interior de São Paulo.

 

A companhia Druw foi criada em 1996, na cidade de São Paulo, pela coreógrafa e bailarina Miriam Druwe. Desde então vem desenvolvendo um trabalho cujo principal objetivo é experimentar novas possibilidades de pesquisa e criação com uma linguagem própria. A Cia. Druw tem como proposta de linguagem, o estudo e desenvolvimento da técnica contemporânea pesquisada e estruturada por Miriam Druwe.

O estudo contínuo da técnica contemporânea explorada pelos bailarinos vem trazendo resultados positivos na qualidade de movimentos, execução e interpretação e pesquisa, ampliando formas e contextos da dança.

 

O grupo desenvolve atividades de formação artística que vão desde o estudo técnico aplicado aos seus integrantes e estudantes interessados em aprimoramento à criação de espetáculos que possam contribuir para a formação de público em geral, com temas atuais e de interesse em geral, levando seu trabalho e teatros e escola públicas.

 

As apresentações da 7ª edição da Mostra Sesc Guajajara das Artes são gratuitas e os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria. Quem desejar colaborar com o programa Mesa Brasil Sesc, pode doar 1kg de alimento não perecível na entrada.

Lenda pernambucana é apresentada em peça no Teatro João do Vale

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Para promover a arte cênica, estimular a formação de plateia e incentivar o consumo da cultura, o Sesc apresenta ao público maranhense a comédia “O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas”. A apresentação promete encantar o público, nesta sexta-feira (26), às 20h, no Teatro João do Vale.


A peça teatral é inspirada no folhetim “A emparedada da Rua Nova”, do escritor pernambucano Carneiro Vilela (1946-1913) que conta a lenda de uma moça que teria engravidado do namorado e foi emparedada viva pelo próprio pai para preservar a honra da família. A história se passa no final do século XIX, em Recife.

 

A adaptação do folhetim chega ao palco do Teatro João do Vale como "O Amor de Clotilde Por um certo Leandro Dantas", com a Trupe Ensaia Aqui e Acolá, de Pernambuco, que trouxe elementos que renderiam um melodrama de circo ganham delicioso contorno paródico, por meio do contraste entre um gênero sério e seu tratamento em chave cômica.

 

Referências à cultura pop dão o sabor desta comédia que resgata o conto do imaginário popular para fazê-lo reviver de maneira crítica e bem humorada. A peça tem a duração de 90 minutos e classificação 12 anos.

 

O Amor de Clotilde Por um certo Leandro Dantas recebeu o Prêmio Myrian Muniz (2008) e os prêmios de melhor espetáculo pela crítica e pelo público, concedidos pelo 17° Janeiro de Grandes Espetáculos (2011). A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do teatro, no dia do espetáculo, uma hora antes da apresentação.

 

O Palco Giratório é um projeto do SESC nacional, que promove apresentações itinerantes como forma de difundir a dramaturgia e incentivar o intercâmbio de informações entre os grupos participantes, por meio da formação de platéias e realização de oficinas, palestras e conversas com o público, que ampliam o conhecimento sobre o processo de criação no universo das artes cênicas. 

Chuva de gols na abertura dos jogos de futsal da Copa Sesc

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 Uma noite de goleadas marcou a estréia do futsal na XXII Copa Sesc, realizada no Ginásio Charles Moritz, nesta quinta, dia 23 de outubro. Na categoria masculina, Dascont e Reino Unido levaram a melhor, enquanto no feminino, a equipe do Curitiba conquistou uma bela vitória. Nesta primeira semana de torneio, que vai até sexta (26), mais doze times masculinos e 6 femininos se enfrentam.


As meninas abriram a noite com um jogaço. Com um consistente trabalho em equipe, dribleis dignos de uma grande estréia e belas finalizações, a equipe do Curitiba mostrou sua superioridade nos dois tempos de jogo. Logo no primeiro minuto, a nº 15, Solange Conceição, abre o placar com uma jogada fulminante. Nos três minutos seguintes, o time do Curitiba metralha o gol e marca mais dois, somando 3 a 0. Juntas e Misturadas tenta reagir, mas a equipe rival não dá moleza. Bruna Aroucha, nº 17, insistiu e após uma bola na trave e duas defesas da goleira, a jogadora fecha o primeiro tempo com mais um gol para o Curitiba. No segundo tempo, Juntas e Misturadas tentam reverter a situação, mas o Curitiba marca 5 a 0 em um forte contra-ataque. O corpo a corpo fica mais intenso e Mariana Rego acaba sofrendo uma falta, machuca o tornozelo e é substituída. No entanto, Curitiba não se abala e fecha o jogo com mais um belo gol de Bruna Aroucha. Resultado final: 6 a 0.


A partida entre Dascont e City Lar 403 também resultou em chuva de gols. Com início de jogo equilibrado, Dascont toma a dianteira com dois gols seguidos de Maxuel Serra, n° 8. City Lar 403 tenta empatar, mas o rival aumenta a diferença com dois gols seguidos do n° 9, Delane Rodigues, fechando o primeiro tempo com placar de 4 a 0. Dascont mantém o ritmo no segundo tempo e Alex Sousa, nº 10, marca mais um logo no início. City Lar intensifica as investidas, mas exagera na energia e recebe um cartão amarelo. Dascont não se intimida e marca mais três gols até o final da partida, conquistando a vitória com um placar de 8 a 0.


A última partida da noite terminou em W. O. Os rapazes da equipe Celta não compareceram e o time Reino Unido faturou a pontuação. Os jogos de futsal da Copa Sesc prosseguem até o dia 14 de novembro, de segunda a sexta, das 19 às 21 horas, no Sesc Deodoro.

 

Sesc abre inscrições para pilates, alongamento e esporte coletivo

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A prática esportiva eleva a auto-estima, previne doenças crônicas, combate o envelhecimento e elimina o stress. No Sesc, comerciários e comunidade em geral tem um leque de atividades físico-esportivas que elevam a qualidade de vida de participantes de todas as idades. Incluindo novas modalidades no quadro de atividades, a instituição abriu vagas para as turmas de Alongamento, Mat Pilates Adulto, Mat Pilates 3º Idade e Esporte Coletivo (Educação Psicomotora). As inscrições são realizadas na Central de Atendimento do Sesc Deodoro, de segunda a sexta, das 07h30 às 19 horas.

 

O Mat Pilates Adulto é uma versão da técnica de Pilares que é praticada no solo. Utilizando apenas acessórios como bolas, faixas e pesos, os participantes empregam o peso do próprio corpo para tonificar, alongar os músculos e também para aliviar dores. E os benefícios vão além: melhoria do sono, concentração e respiração. O Sesc Deodoro disponibiliza inscrições para duas turmas: Mat Pilates Adulto, com 12 vagas, às segundas e quartas, das 14h30 às 15h30 e Mat Pilates 3º Idade, às terças e quintas-feiras, com a mesma quantidade de vagas e horário.

 

A modalidade Esporte Coletivo (Educação Psicomotora) é um trabalho multidisciplinar desenvolvido com crianças de 7 a 12 anos. Alternando o ensino e a prática do basquete, voleibol, handebol e futsal, a atividade amplia as habilidades psicomotoras dos pequenos atletas. A turma para crianças de 9 a 12 anos acontece nas segundas, quartas e sextas, das 14 às 15 horas, enquanto a de 7 a 10 anos é realizada nas terças e quintas, das 8 às 9 horas, disponibilizando um total de 40 vagas, 20 vagas por turma.

 

Já o alongamento é uma importante técnica para atletas e também para quem não tem tempo de se exercitar. Além de preparar o corpo para as atividades físicas, ele combate a tensão e recupera a amplitude articular e muscular, trabalhando todos os membros do corpo. A turma de alongamento oferece 15 vagas, com aulas às segundas, quartas e sextas, das 13h30 às 14h30.

 

Para efetuar a matrícula em qualquer uma das modalidades é necessário ter a carteira do Sesc. Nas atividades Alongamento, Mat Pilates Adulto e Mat Pilate 3º idade, o valor varia de acordo com a categoria: Comerciário – R$ 15,00, Conveniado – R$ 27,00 e Usuário – R$ 30,00. Para o Esporte Coletivo (Educação Psicomotora) o valor é único: R$ 10,00.

 

Adultos interessados devem apresentar a carteira do Sesc, Carteira de Identidade e CPF, além de atesto médico que comprove a aptidão para a atividade física. Para a inscrição infantil é necessário a Identidade e CPF do pai ou mãe e a carteira do Sesc da criança. Mais informações, no (98) 32163812 ou (98) 32163882.

Feira do Livro de Caxias encerra com show musical de Aline de Lima

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Integrando a programação da Feira do Livro na Balaiada da Poesia que acontece de 24 a 27 de outubro, no Centro de Cultura José Sarney e no Sesc Caxias, a cantora Aline de Lima apresenta ao público caxiense toda a musicalidade da MPB, mesclada com sotaques regionais e internacionais. O show, intitulado “Marítima” promete encantar o público a partir das 21h, no dia 27, no auditório do Sesc Caxias no encerramento da Feira.

Essa é a primeira turnê da cantora pelo Brasil. Aline vive a 12 anos na França e escolheu sua cidade natal como ponto de partida para mostrar todo o seu talento musical.

Aline de Lima é um talento a parte, cantora, compositora e produtora já realizou shows em mais de quinze países. Na turnê, a cantora apresenta ao público o show Marítima, um convite para viajar pela suavidade e firmeza de sua voz e melodia. Um show imperdível com o acompanhamento dos melhores músicos de Caxias atualmente: Álvaro no baixo, Isaac na guitarra e Jackson no comando da bateria.


Algumas capitais e municípios brasileiros receberão pela primeira vez o trabalho e o talento da artista Aline de Lima em 2006, a artista cuja carreira foi primeiramente lançada na Europa. Com seu bem sucedido CD de estreia, "Arrebol", produzido por Vinícius Cantuaria em Nova Iorque, a cantora surpreendeu o público com a suavidade e a melodia de suas belas canções.


Marítima é o terceiro álbum de Aline de Lima. Arrebol (2006) e Açaí (2008) foram produzidos respectivamente por Vinícius Cantuaria, brasileiro, radicado nos Estados Unidos e pelo japonês Jun Miyake que reside em Paris. Estas colaborações enriquecedoras foram essências para o crescimento musical da artista.


No show Marítima, Aline de Lima decidiu navegar sozinha pelos mares da musicalidade brasileira. As onze músicas nasceram da obstinação de criar um "som". Marítima, composição da cantora que deu título ao CD, toda produzida com violões, viola caipira, marimba, percussões de bumba-meu-boi e Tambor de Mina. A cantora uniu o evidente legado da música popular brasileira às excentricidades musicais extraídas do folclore multicor do Maranhão, território indígena, africano e europeu.


O show acontece a partir das 21h, no auditório do Sesc Caxias. Mais informações com a técnica especialista em Artes do Sesc Caxias, Sandra Nunes por meio do telefone: (99) 8827-1822/3521-3862.