Difundindo a produção artística maranhense e brasileira, a rica “Aldeira Cultural” da Mostra Sesc Guajajara está no penúltimo dia de espetáculos, shows, filmes, performances, intervenções, exposições e contações de história. Com o objetivo de ampliar a bagagem de profissionais e estudantes de arte, o evento também realiza oficinas formativas nas áreas de dança, música, arte indígena, técnica circense, teatro, cinema e mímica. Neste segunda, dia 29 de outubro, dentre as 12 oficinas oferecidas, o Sesc deu início à atividades da Oficina de Curtametragem, na Galeria de Arte, com a participação de 30 pessoas.
Author Archives: Viviane Franco
Inscrições abertas para o Sesc Verão 2012
This entry was posted in SESC-MA on .Praia, sol, mar e um dia exclusivo para a prática de atividades físicas. É nesse clima que o Sesc abre inscrições para os torneios do Sesc Verão. Os interessados em participar têm entre 29 de outubro e 19 de novembro para cadastrar suas equipes nas modalidades Beach Soccer, Vôlei e Basquete, das 6h às 19h, no Desenvolvimento Físico Esportivo (DFE), no Sesc Deodoro. O evento esportivo está marcado para o dia 25 de novembro, na Praia de São Marcos.
Para efetuar a inscrição é necessário apresentar a cópia do documento de identidade e doar 1 kg de alimento não perecível, revertido para as instituições sociais atendidas pelo Mesa Brasil Sesc. As modalidades Beach Soccer, Vôlei e Basquete estão divididas nas categorias masculino e feminino, classificação adulto (com 18 anos ou mais) e infanto (nascido até 1995).
Para o público em geral, o projeto traz uma vasta programação com atividades recreativas, caminhada para idosos, aulão de alongamento e ginástica, artes marciais, oficinas de surf, tenda da saúde, show musical, além da eleição da Garota Sesc Verão 2012.
O Sesc Verão acontece no dia 25 de novembro, a partir das 8h, na Praia de São Marcos. Durante as atividades, os participantes irão respirar o ar puro e experimentar a sensação de liberdade, com o vento batendo no rosto e uma paisagem maravilhosa. O local será transformado em uma espécie de academia ao ar livre. “O verão é uma época perfeita para se divertir e espantar o sedentarismo, adotando um estilo de vida mais saudável”, afirma Jane Ribeiro, umas das responsáveis pelo evento.
O Sesc Verão é um projeto que busca difundir a importância da prática regular de atividades físicas de forma contínua e orientada. “O Sesc Verão visa combater o sedentarismo buscando a qualidade de vida e prevenção de doenças, além de promover a integração entre as pessoas”, explica o educador físico do Sesc, Danilo Souza.
Sesc encerra Mostra Guajajara com uma sessão cultural de doze horas de programação
This entry was posted in SESC-MA on .Após seis dias de celebração da cultura, a Mostra Guajajara reservou doze horas ininterruptas de dança, teatro, performance circense, intervenções artísticas e muita animação com as atrações Dj Franklin (19h), Eletroacústico Preto Nando (20h), Purple Chili (22h), Coletivo Criolina /BSB (23h) e Criolina /MA (00h), integrantes do BR 135, no encerramento do evento, programado para esta quinta (01). A agenda do OVER12 inicia ao meio-dia no Sesc Deodoro, enquanto na Praça Nauro Machado dá largada às 19 horas.
O Projeto BR 135 tem trabalhado pela ampliação do intercâmbio de artistas e acesso à música de qualidade maranhense. Idealizado pelos cantores Alê Muniz e Luciana Simões, a dupla Criolina, BR 135 tem movimentado a cena musical, prestigiando e abrindo espaço para artistas e compositores locais. A equipe de DJs do Coletivo Criolina de Brasília, composta por Rodrigo Barata, Tiago Pezão e Rafael Oops, se apresenta pela primeira vez em São Luís. Representando o Maranhão, Alê Muniz e Luciana Simões animam a noite com suas músicas fortes e ritmos conjugados em um formato contemporâneo.
Companhia maranhense apresenta a peça O Mulato com metalinguagem moderna e conceitual
This entry was posted in SESC-MA on .O público lotou o Teatro João do Vale na noite de segunda (29) para prestigiar a peça O Mulato, da Companhia Drao Teatro da (In) Constância, dentro da programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes. Com quase duas horas de duração, a adaptação do livro do escritor maranhense Aluísio Azevedo atraiu um grande número de jovens para ver a história de amor entre Raimundo e Ana Rosa, entre os conflitos sociais da época. A obra marca o início da prosa naturalista na literatura brasileira.
A companhia, sob direção do teatrólogo Ivaldo Júnior, optou por uma linguagem contemporânea na montagem, com o uso de metalinguagens no palco, mesclando a narrativa do texto com apontamentos biográficos sobre o escritor Aluísio Azevedo. A todo instante, o público era confrontado com trechos do romance, ampliados com o contexto da época em que o escritor escreveu o livro. O jogo de cena era demarcado com o uso cenográfico de um labirinto de barras de metal e pela iluminação focada na ação. Todo o processo de troca de figurino, discussão sobre detalhes da apresentação e preparação de maquiagem acontecia no palco, ao mesmo tempo do desenrolar das cenas.
Narrativa com forte crítica social
O Mulato conta a história de Raimundo, que sai ainda criança de São Luís para Lisboa, sem saber do seu passado e de sua história. Anos mais tarde, volta à cidade natal como rico e virtuoso advogado e com o intuito de desvendar os mistérios de seu passado. Ele logo cai nas graças de sua prima Ana Rosa, que arrebatada, declara-lhe seu amor, mas os dois encontram fortes obstáculos.
O texto de Aluísio Azevedo faz uma sátira a personagens típicos de São Luís, em 1881, já Província do Maranhão. Comerciantes grosseiros, sádicas senhoras de escravos, velhas beatas e fofoqueiras, um padre maquiavélico e inescrupuloso vão ambientando uma sociedade racista, tendo como intriga o amor romântico do mulato (moralmente impecável) para com a prima branca, na luta contra o preconceito e as proibições familiares.
Durante o desenrolar da narrativa, o público foi se empolgando com algumas atuações pelo tom mais caricatural de alguns atores, como o personagem do padre Diogo, representado pelo jovem Raphael Brito, que rouba a cena pra si. Além da iluminação e cenografia, a trilha sonora também é feita de interferências em cena, com o uso de instrumentos de percussão e um tambor-onça, que demarcando a tensionalidade da narrativa. Mais espetáculos teatrais estão na programação da VII Mostra SESC Guajajara de Artes, que segue até o dia 1º de novembro.
Atores trocam experiências sobre a produção teatral no projeto Pensamento Giratório da Mostra Guajajara
This entry was posted in SESC-MA on .Um momento para trocar experiências e discutir o processo de produção teatral entre os grupos convidados da VII Mostra SESC Guajajara de Artes e a comunidade artística local. Essa foi a proposta do Pensamento Giratório, encontro que promoveu o debate com as atrizes Iara Campos e Juliana Montenegro, da Trupe Ensaia Aqui e Acolá (PE), na segunda (29), no Chico Discos Bar.
A iniciativa faz parte das ações formativas da programação da Mostra deste ano. “O pensamento giratório é um momento importante dentro do Palco Giratório que, na verdade, é um processo de mediação e de troca. É quando paramos um pouco das atividades artísticas para discutirmos o processo criativo da cada grupo, a questão do mercado e da difusão das artes. Então, acaba sendo um momento de abraço mesmo entre a gente”, explicou Carol Aragão, técnica de Cultura do SESC.
A professora do Departamento de Artes da UFMA, Socorro Braga, mediou o debate e fez considerações a respeito do trânsito que há entre o processo acadêmico e o fazer teatral, ressaltando que é preciso que a academia e os grupos dialoguem entre si, buscando intervir em ambos os espaços, o da produção científica e o da produção teatral.
Entre os participantes do debate, estavam alguns integrantes da Companhia Santa Ignorância de Artes (MA), da Companhia Druw de Dança Contemporânea (SP), profissionais e estudantes de teatro e aspirantes à carreira de ator, que fizeram considerações a respeito da experiência de circular por diversos estados, das diferentes realidades de espaços culturais e dos grupos presentes na programação. Para o bailarino Anderson Gouveia, a troca é fundamental para o processo de autoconhecimento dos próprios grupos e artistas. “Está sendo muito bom esse convívio com os outros grupos, até mesmo como um espelho de si, porque se a gente não conhece o outro, não conhece a si mesmo”, disse.
A experiência da Trupe Ensaia Aqui e Acolá
As atrizes da Trupe Ensaia Aqui e Acolá começaram o papo falando sobre o início na companhia, a partir de encontros ainda na graduação em Artes Cênicas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob orientação do professor Marco Camarotti. A trupe, criada em 2006, surgiu após o falecimento do professor, pela necessidade de dar continuidade aos trabalhos de pesquisa desenvolvidos por Marco Camarotti, com foco na cultura popular e nos melodramas circenses, chamado por ele de “formas marginalizadas do teatro” (teatro da infância e juventude, circo-teatro e o teatro folclórico).
O professor escreveu uma trilogia de livros que estão servindo de base para o desenvolvimento da metodologia de trabalho do grupo, ainda em processo de formação de sua identidade e estética teatral. “A gente tem se apoiado nas pesquisas e na obra do Camarotti pra produzir nossos espetáculos. Já estamos desenvolvendo nosso próximo trabalho apoiado no terceiro livro dele, Resistência e Voz: O teatro do povo do nordeste, no qual estamos desenvolvendo algumas pesquisas sobre a memória dos melodramas circenses”, explicou Juliana Montenegro.
A profissionalização e o processo de feitura dos espetáculos foram uns dos pontos-chave no debate. Iara Campos explicou que o próprio nome da Trupe, Ensaia Aqui e Acolá, foi uma sugestão que surgiu no grupo pela dificuldade de terem um espaço próprio para os ensaios, sempre improvisados. Embora haja ensaios regulares e intensa atividade de produção, os integrantes não têm como se manter somente com o trabalho na trupe, dependendo de outras atividades profissionais, o que acaba dificultando a realização de viagens e excursões para outros estados. Disse ainda que todo o processo é colaborativo e que os integrantes não têm uma função específica, alternando atividades a cada novo processo de trabalho. Ou seja, um diretor que em outro momento pode ser o iluminador e assim por diante.
A linguagem pelo público
Outro ponto discutido foi a respeito da linguagem direcionada pela classificação indicativa do público alvo. O ator e bailarino mato-grossense Clodoaldo Arruda questionou se o processo de criação direcionada para um público alvo não acaba engessando a fruição do espectador. “Qual a importância desse direcionamento do público, como vou direcionar a necessidade do sabor do olhar?”, questionou o bailarino.
Iara Campos respondeu explicando que, no caso do espetáculo da trupe, O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas, não há como privilegiar as crianças como público alvo, pelo caráter verborrágico da peça e porque as referências que eles usaram para a construção do espetáculo, como a trilha sonora, é uma bricolagem de experiências pessoais, que acabam se assemelhando por serem da mesma geração. Porém, as crianças absorvem algumas ideias e se interessam por alguns cacoetes de cena.
Já os integrantes de Vila Tarsila, espetáculo com foco no público infantil, disseram que, embora as crianças sejam os principais receptores da peça, ela transcende a classificação indicativa da faixa etária por conta das informações mais amplas sobre a pintora, suas obras e até mesmo o movimento modernista.
A experiência maranhense
Lauande Aires, da Cia. Santa Ignorância de Artes, comentou a respeito da realidade do teatro maranhense, que passou por um tempo de ostracismo e pouca produção nos últimos 15 anos, afetando a profissionalização de muitos profissionais. “Faz pouco tempo, e isso tem mais ou menos uns 7 anos, que a gente realmente começou a ter uma produção mais constante de teatro por conta do fomento em torno dos eventos do calendário cultural da cidade. A semana de teatro é um deles. E isso tem nos motivado a produzir mais, a querer apostar em novos mercados”, disse o ator.
A companhia estará com seus espetáculos na programação do Palco Giratório do próximo ano, sendo o segundo grupo maranhense a participar do projeto do SESC. “Pai e Filho”, da Pequena Companhia de Teatro, foi o primeiro contemplado e está percorrendo o Brasil no evento deste ano.
Arte e conhecimento
A professora Socorro Braga provocou também a reflexão dos participantes no debate sobre a relação entre a arte e o mercado profissional, a motivação que conduz cada profissional a produzir seus espetáculos.
Anderson Gouveia disse que é preciso ter um gosto pelo fazer artístico, independente das dificuldades que o mercado impõe. “A gente trabalha na instabilidade dos programas e projetos de fomento. Há sempre um risco e é preciso ter gosto por essa rotina”, refletiu.
“A arte precisa ser reconhecida como moeda de valor. E mais do que uma ambição financeira, o artista tem que ser movido pela troca, num processo de recolonização, reforçando a importância da academia em relação à pesquisa teatral, e sabendo fazer uso do poder que a arte tem de fazer sucesso, o poder de fazer circular e de produzir conhecimento”, chamou a atenção Clodoaldo Arruda.
O debate foi finalizado sobre a discussão entre Arte e Ciência com todos os participantes ressaltando a importância do papel educativo e científico que a arte tem, e que cada vez mais deve ser estimulado essa troca, tanto da parte dos artistas quanto dos pesquisadores do campo das Artes.
Mostra Guajajara possibilita momento de diversão com qualidade artística ao público comerciário
This entry was posted in SESC-MA on .Uma caixa na área de vivência chamou atenção das pessoas que passavam pelo local. Os mais curiosos aproveitaram para descobrir o conteúdo e viajaram na história de Pandorinha. Num outro canto, um cenário típico de uma rústica casa da zona rural maranhense reuniu um grande público para apresentação de Dona Casemira, que ao final deu lugar, a performance “Que país é esse?”, com o Grupo Gamar. A variada programação realizada no intervalo do almoço nesta segunda-feira (29), é parte da Mostra Guajajara de Arte que tem oportunizado momentos de diversão com qualidade artística ao público comerciário.
E mais, uma forma de expandir as diversas expressões artísticas presentes em nossa cultura. Como é o caso do Teatro Lambe Lambe, uma linguagem que surgiu na década de 90 e se expandiu chegando ao Maranhão por meio do artista Zeca Roland, da Cia Arte de Doi2.
Na pequena apresentação que dura em torno de quatro minutos, o espectador conhece a história de Pandorinha, uma menina curiosa que pegou escondida a caixinha misteriosa de seu pai. Consumida por sua curiosidade, ela não resiste a tentação e o segredo é desvendado.
Assim como na história de Pandora, só quem tem a curiosidade aguçada consegue saber o fim desse conto. Como o pequeno Pedro Lucas Pestana, de 10 anos, “dentro da caixa tinha uma bonequinha que abriu uma caixinha e de lá saiu um monstro que pegou a menina”, contou. Quando perguntado sobre a avaliação, ele apenas resumiu: “Gostei muito”, disse.
No espetáculo Dona Casemira, do Grupo Tetelelés, a cômica vida de uma dona de casa bem categórica com características típicas de uma representante da miscigenação cultural que arrancou muitos risos do público que descansava após o almoço na área de vivência do Sesc Deodoro.
Utilizando a linguagem popular carregada de termos maranhenses, a personagem provocou uma chuva de gargalhada, principalmente quando convidou a plateia para integrar a cena.
Ana Rayol, de 74 anos, integrante do Trabalho Social com Idosos (TSI) foi uma das convidadas para subir ao palco. Depois da apresentação, a senhora não resistiu e foi agradecer ao ator. “Ele é lindo! Uma pessoa maravilhosa, comunicativa”,elogiou.
Interpretado por Guilherme Telles, a peça é resultado do estudo sobre as lendas e os costumes do povo com maranhense, com objetivo principal de resgate cultural.
“Moro aqui há 10 anos e já reconheço os sotaques e termos próprios do Maranhão, por isso achei muito engraçado. Esse tipo de atração é muito interessante para quem aproveita a hora do almoço para descansar”, comentou a auxiliar administrativa, Diva Almeida, 39 anos.
Para finalizar, o Grupo Gamar trouxe a performance "Que país é esse?", finalizando a programação. À tarde, a Mostra Guajajara de Arte promove o bate papo “Pensamento Giratório” com os atores da Trupe Ensaia Aqui e Acolá/PE que faz parte do projeto Palco Giratório, a partir das 17h30 no bar Chico Discos na Rua do Sol/Centro. Na programação noturna, o Projeto Dramaturgia – Leituras Dramáticas, se apresenta no Teatro Cidade de São Luís a partir das 19h30, com as encenações de “O Homem Fiel”, ”Mártir em Casa e na Rua”, ”O Sumiço da Santa” e ”Quincas Berro D’Água”. Este ano o projeto homenageia o centenário de Nelson Rodrigues e Jorge Amado.
As 19h, o Teatro Alcione Nazareth é palco dos Espetáculos de Dança “Identidade” (Cia Street Master/MA) e “O Baile” (Cia SESC de Dança de Salão). O fechamento da noite fica por conta do espetáculo teatral“O Mulato”, da CiaDrao Teatro da (IN)Constância /MA e do Núcleo SESC de Estudos Teatrais/SESC. Às 20h, no Teatro João do Vale.
Espetáculo leva plateia a mergulhar no encanto das obras de Tarsila do Amaral
This entry was posted in SESC-MA on .Os olhos atentos da plateia eram por um motivo: ninguém queria perder nenhum momento do espetáculo Vila Tarsila, apresentado no sábado (27), no Teatro Arthur Azevedo. Envolvidos em cada detalhe, o público formado por maioria crianças e jovens, riu e se emocionou com as performances e com o cenário colorido e cheio de movimento formado pelas obras da artista Tarsila do Amaral.
Pinturas como O Abaporu, A Negra, Sol Poente, O Lago, A Lua, Manacá, A Cuca, O Sapo, O Ovo ou Urutu e A Floresta ganham vida por meio da dança dos personagens das obras de Tarsila que dialogam com a artista, interpretada por Miriam Druwe, bailarina e coreógrafa da Cia. Druw.
O espetáculo de dança infanto-juvenil “Vila Tarsila” mergulha no imaginário de Tarsila e interpreta as criações como obras de uma eterna crianças que brinca com as cores e as formas. O resultado é uma apresentação que transporta o espectador ao mundo antropofágico da artista, como a pequena Maria Eduarda Santos, de 7 anos, que comentou tudo e quando questionada sobre o que achou, resumiu: “Gostei muito”, disse.
A mãe explica toda a inquietação e elogia o espetáculo. “É a primeira vez que ela vem ao teatro então para ela é tudo novidade. É muito bom eventos como esses que aproximam o público da arte, que muitas das vezes não são valorizadas porque não conhecemos e com isso deixamos de ter acesso a uma apresentação tão bonita como essa que consegue prender atenção de crianças e adultos”, destacou Josilene Sena, atendente.
Conforme explicou Miriam Druwe durante o Papo Giratório após a apresentação, os componentes do grupo estudaram com afinco a vida e a obra de Tarsila do Amaral para criar os elementos visuais fundamentais para munir a dança contemporânea da Cia. Druw.
Além da referência as obras da pintora, o espetáculo resgatou momentos da vida de Tarsila como a infância na fazenda em Capivari, interior do Estado de São Paulo e as viagens para Europa, onde estudou na Académie Julian em Paris, situações que provavelmente inspiraram muitas de suas telas.
Como o público alvo é o infantil, o enredo ressaltou as experiências visuais das brincadeiras que recheavam as tardes na fazenda, cercada por pedras, árvores e cactus, onde provavelmente correu, brincou com bonecas feitas de mato, em contraponto com a educação francesa que recebeu.
Nessa linha, o Abaporu, quadro mais famoso da pintora, ganha vida como se fosse um retrato de uma personagem de infância que depois de anos volta para fazer as pazes. E para finalizar a pequena Tarsila o batiza como Movimento Antropofágico, nome em homenagem ao seu esposo Oswald Andrade idealizador desse movimento.
“Todo trabalho é resultado de um intercâmbio de ideias entre os bailarinos que contribuíram com cada coreografia. A trilha ficou por conta de Natália Mallo, além de suas próprias criações, foi inspirada na obra de Villa-Lobos”, explicou Miriam Druwe.
Na concepção, Quito, Miriam, Marco, Marisa, Natália e os intérpretes Adriana, Tatiana, Bruno, Bruna, Luciana, Rodrigo, Weidy, colaboradores com todo o processo.
Comédia pernambucana é aplaudida de pé no teatro João do Vale
This entry was posted in SESC-MA on .A programação do final de semana da 7º Mostra Guajajara Sesc de Artes iniciou com uma premiada peça: "O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas", apresentada nesta última sexta (26), no teatro João do Vale. Em uma simbiose de elementos cênicos, tais como ironia, cenário circense, dublagens musicais, expressão corporal e visual enfática e muito humor, a apresentação agradou os ludovicenses, que aplaudiram de pé a performance da Trupe Ensaia Aqui e Acolá, de Pernambuco.
Resgatando um gênero teatral marginalizado, o espetáculo “O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas” mergulha no universo do circo-teatro. Em uma divertida (re)construção, a Trupe conta a história de A emparedada da rua Nova, do pernambucano Carneiro Vilela, que retrata um pai que enterra sua filha viva em uma construção de tijolos verticais (emparedamento) para esconder sua gravidez e manter a honra da família em meados do século XIX.
Utilizando muitas cores, teatro de sombras, dublagem coreografada de músicas como My endless Love, Ghost, Titanic e o sertanejo Temporal de Amor, apresentando exímias interpretações, incluindo elementos atuais no enredo épico como o jogo de uno ao invés do tradicional baralho, a peça arrancou gargalhadas da plateia do início ao fim.

Carlos Albertos Mendes, advogado, contou que o espetáculo foi muito interessante e conseguiu prender sua atenção durante toda a encenação. “O conteúdo verossímil contado de uma forma inovadora e divertida, para mim, foi a escolha perfeita para aliar cultura e entretenimento”, afirma.
“O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas” faz parte do circuito cênico do Palco Giratório, projeto que seleciona produções artísticas de qualidade e viaja todo o Brasil levando muita cultura e diversão aos mais variados públicos. Contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz (2008), a peça recebeu o título de Melhor Espetáculo pela crítica e público no 17° Janeiro de Grandes Espetáculos, em 2011.
Nesta terça, dia 30 de outubro, o Sesc preparou uma programação.A partir das 19h30, no teatro João do Vale, o público se diverte com a peça Pão com Ovo, do grupo Santa Ignorância. Para retirar os ingressos, que são disponibilizados a partir de uma hora de antecedência do espetáculo, os expectadores devem apresentar a carteira do Sesc na bilheteira. Quem quiser colaborar com o Programa Social Mesa Brasil Sesc, pode doar um 1 kg de alimento não perecível.

Sobre a Trupe Ensaia Aqui e Acolá
O grupo iniciou os seus trabalhos em 2006, comprometido com o estudo e propagação das formas marginalizadas de teatro — teatro da infância e juventude, circo-teatro e o teatro folclórico. Composto por oito arte-educadores e artistas profissionais que visam experimentar no campo da arte cênica, o grupo deu início às suas produções em 2006.
Sesc promove curso de relações humanas no trabalho
This entry was posted in SESC-MA on .As Relações Interpessoais no mercado de trabalho são um importante instrumento de comunicação no ambiente de trabalho, baseado nisso, o Sesc em parceria com o Senac realizou o curso de Relações Humanas no trabalho, que tem como finalidade desenvolver no profissional, a competência interpessoal como fator de diferencial no mercado. Com carga horária total de 20h, o curso aconteceu no auditório do Sesc Saúde no período de 23 a 26 de outubro e contou com a participação de 26 servidores das Unidades do Sesc Administração, Sesc Deodoro, Sesc Turismo e Sesc Saúde.
O curso foi ministrado pela Instrutora do Senac, Mayara Matos que possui formação em Administração e é pós-graduada em Gestão de Pessoas. A instrutora do curso utilizou como metodologia de ensino, exibição de vídeos, realização de exercícios vivenciais, análise de texto e técnicas de dinâmicas de grupo que tratam os conteúdos das aulas, tais como: tipos de relacionamento, competência, habilidade e atitude, comunicação, administração de conflitos, resiliência, ética e trabalho em equipe.
Ao final do curso os alunos prestaram depoimentos sobre os conhecimentos adquiridos durante o curso e na ocasião, a Diretora de Planejamento, Rutinea Amaral Monteiro falou sobre a importância do curso para o desenvolvimento profissional dos servidores. Para quem participou do curso, essa foi uma oportunidade de atualizar conhecimentos, como é o caso da Agente de Atividades Administrativas, Sâmia Cristina Martins, de 21 anos. “O curso está superou minhas expectativas e várias pessoas estão participando ativamente, sobretudo aquelas que já fizeram o curso anteriormente, e os comentários após as aulas são sempre entusiasmados”. – enfatizou a servidora do Sesc Administração.
Sesc participa da Mostra Guajajara com apresentações de dança e teatro
This entry was posted in SESC-MA on .
Na segunda, dia 29 de outubro, o Sesc mostrou o talento e experiência da Companhia Street Master, Companhia Sesc de Dança de Salão e do Núcleo Sesc de Estudos Teatrais. Com o Espetáculo de Dança “Identidade”, a coreografia da Cia Street Master de Dança é permeada pelos estilos freestyle, house, popping, locking, cacuriá, bumba-meu-boi, dentre outros que permeiam a brilhante trajetória do grupo. Fruto do projeto Adolescente Cidadão, pelo qual o Sesc visa desenvolver os talentos de jovens de bairros menos favorecidos, esse trabalho reune treze anos de dedicação e aperfeiçoamento. Já o Espetáculo “O Baile”, da Companhia Sesc de Dança de Salão, apresenta os estilos e coreografias encontradas atualmente nos bailes, tais como bolero, samba de gafieira, zouk, soltinho, chorinho e resgata também a envolvente valsa. O teatro ficou por conta do grupo do Núcleo Sesc de Estudos Teatrais, que apresentou o resultado final da sua dedicação na peça “O Mulato”, no João do Vale. Objeto de estudo do projeto Por Trás da Cena, que visa à formação cultural de jovens estudantes de escolas públicas, universitários, educadores e interessados em geral no conhecimento artístico-cultural por meio de oficinas, palestras e cursos, a apresentação narrou a história de um advogado recém-formado que ao retornar para São Luís se apaixona perdidamente pela prima, mas esbarra em grandes obstáculos para viver esse amor.