Author Archives: Viviane Franco

FANMAQ e CEFAMA conquistam o título no futebol de campo

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O FANMAQ fez uma bela campanha e faturou o título de campeão na grande final das Olimpíadas Sesc, na categoria sub-14. A disputa aconteceu no último sábado, dia 2 de novembro, no Campo do Comerciário. O adversário foi o CEFAMA, equipe que garantiu aos torcedores, uma partida bastante acirrada, com muitas jogadas e várias tentativas de gols. Entretanto o jogo terminou em 0 a 0, deixando a decisão para os pênaltis. A disputa apertadíssima terminou em 10 a 9 e o FANMAQ com muita garra levou o ouro.

 

Para o técnico Romerês dos Santos, "o FANMAQ conquistou com muita garra e determinação o título de campeão das Olimpíadas Sesc na categoria sub-14 escrevendo mais uma para a linda história de conquistas do time", destacou.


SUB-17


O CEFAMA suou a camisa para garantir o título e partiu com tudo para cima da equipe do CINTRA. A partida terminou em 1 a 0, consagrando o CEFAMA como o grande campeão na categoria sub-17.


A disputa do terceiro lugar aconteceu entre as equipes do PAC e do FUTEBOLARTE e terminou com a vitória do PAC que marcou 7 gols contra a equipe adversária, porém ao término do jogo alguns jogadores do PAC criaram tumulto e o time foi desclassificado da competição, deixando a medalha de bronze para equipe do FUTEBOLARTE.

 

HANDEBOL


Nesta segunda-feira (4), acontece a grande final do handebol feminino, no Ginásio Charles Moritz no Sesc Deodoro, as meninas irão disputar o 1º, 2º e 3º lugar a partir das 18h e nesta quarta-feira (6) é vez dos meninos do handebol brilharem disputando o 1º e 2º lugar no Ginásio do Sesc Deodoro.

Palcos do Sesc Deodoro dão inicio a Overdose

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O Sesc Deodoro deu o ponta pé inicial ao “Overdose”, programação com 12 horas de apresentações culturais, que marca o encerramento da 8ª Aldeia Sesc de Guajajara de Artes ocorrido nesta sexta-feira, 1º de novembro. Como o próprio tema deste ano propôs, as atividades versaram as híbridas linguagens que coexistem no campo da arte. Teatro, música, dança, poesia ou tudo isso “junto e misturado” que representou a Aldeia em 2013.


Poesia e teatro encontram-se para dá vida a Intervenção Poética “Realejo” que toma vida pelas mãos do “clown”, Gilson César. O artista une elementos clássicos como o palhaço e a poesia para aproximar os poetas do público. A intervenção é composta basicamente por uma gaiola com uma caixa de som acoplada (que emite som ambiente) e Gilson girando uma manivela e abordando os passantes para que libertem a poesia. A inspiração do clown vem das ruas de São Paulo, onde ele morou por alguns anos: “Nas ruas de São Paulo existem os periquitos, que chamam as pessoas para retirar e ler em voz alta as poesias que estão presas na gaiola”.


Para a Aldeia Sesc, Gilson César escolheu quatro grandes poetas brasileiros para “libertar” suas obras. A intenção é agradar adultos e crianças, e trazer a poesia para o dia-a-dia das pessoas. “Escolhi Nauro Machado, Lúcia Santos, Celso Borges e Mário Quintana para compor essa intervenção, a poesia deles passa por todas as idades”, relatou o artista. Durante toda a semana em que se apresentou na Área de Vivência do Sesc Deodoro, Gilson frisou o interesse do público infantil pela intervenção: “Acabei colocando algumas poesias infantis de Mário Quintana, as crianças gostam muito”.


Amanda e Erilene Mendes foram as primeiras que libertaram a poesia, no último dia da Aldeia Sesc. Erilene acompanhou Amanda, sua filha de sete anos, que apesar de pequena já demonstra interesse pela leitura. A mãe contou que Gilson apresentou-se uma vez na empresa em que ela trabalha e quando viu a intervenção teve muita vontade de mostra-la para filha. Neliane e Carolina, alunas do SOS Vestibular, ficaram encantadas com a Intervenção Poética “Realejo”, as amigas destacaram que o cotidiano acaba nos fazendo esquecer a leitura e que esse estímulo é muito importante. Com sorriso no rosto completaram: “Ele deixou nosso dia melhor”.


A poesia continuou animando as primeiras horas da “Overdose”, só que dessa vez misturada com música. O show “Poeta de Rima Pobre” também foi uma das atrações que embalou a hora do almoço no Sesc Deodoro. O show faz parte do “Projeto Cordão de Feira” que reúne cinco amigos que misturam poesia falada e composições autorais baseadas nessas poesias.


Os músicos Adefran Serra (violão), Memel Nogueira (baixo), Gileno Lúcio (percussão) e Walbert Guimarães (vocal e poeta), comandaram o show que foi originalmente pensado para o lançamento do livro homônimo, lançado no mês passado na Feira do Livro de São Luís. Walbert, cantor e poeta, destaca a importância de projetos como a Aldeia Sesc para a cultura da cidade: “É de suma importância, São Luís é uma cidade de muitos artistas e poucos palcos”.


O teatro como crítica social também esteve presente através da Performance “Entremeios” do Núcleo Experimental de Estudos em Teatro (NEET). A performance que entrelaça temas como o teatro, arte e tecnologia foi apresentada por 15 atores, que integram o núcleo de pesquisa. O coordenador do projeto, Ivaldo Júnior, destacou a importância desta 1° apresentação do grupo na 8° Aldeia Sesc Guajajara de Artes: “Estamos ensaiando há seis meses, essa é uma ótima oportunidade de aliar experimentação prática e teórica”.


A atriz Thaís Noleto, de 26 anos, participa pela segunda vez da Aldeia Sesc. No ano passado, ela atuou na peça “O Mulato” e este ano compôs o elenco da “Entremeios”. Thaís ressaltou que sua paixão pelos palcos é antiga: “Sempre gostei de arte e teatro, acabei entrando no NEET para aprofundar meus conhecimentos, o teatro é uma oportunidade de expressar o que temos em mente”. A performance abordou o impacto das tecnologias de comunicação na vida pessoas e como essas ferramentas interferem no relacionamentos dos indivíduos.


“Entremeios” é uma denúncia, que quer despertar a crítica das pessoas para a sociedade alienada que vem se desenvolvendo no decorrer dos anos com os padrões sociais que acabam limitando o pensamento do homem. Em uma reflexão sobre o tempo, comunicação e tecnologia, a performance representou uma realidade que vem se naturalizando nos seres humanos, mas que não se sabe se é de todo modo saudável.


NAURO MACHADO


Fechando com chave de ouro, a programação contou com três shows musicais que agitaram o público na Praça Nauro Machado. Quem abriu a noite foi a banda Baré de Casco com seu repertório de música brega tocada em outros ritmos, a exemplo do rock e do samba rock.

Depois quem subiu ao palco foi a talentosa cantora Natália Ferro, cantora de MPB que trouxe como destaque para a noite de encerramento da Aldeia Sesc o som cruzado pelo metal.


A última atração da noite foi a Banda Babi Jaques e os Sicilianos, de Pernambuco, com uma apresentação diferente que misturou música e outras linguagens artísticas. Esse a proposta musical do grupo que cria trilhas sonoras para as letras, causando múltiplas sensações por meio do som.

Galeria de Arte do Sesc recebe exposição de videoarte nesta sexta-feira

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Com o tema "Intermitência", a artista visual Anna Behatriz de Azevedo apresenta exposição de videoarte e videoinstalação a partir da próxima sexta-feira, dia 8, no Vernissage que acontece às 18h30, na Galeria de Arte, localizada no Sesc Administração. O período de visitação é de 11 a 29 de novembro, exceto sábados, domingos e feriados, das 9 às 17 horas.

 

A exposição sob a curadoria de Manoela dos Anjos Afonso, ressalta os sentimentos humanos e as suas infinitas relações com o corpo, enquanto matéria. O trabalho aborda o intervalo entre a vida e a morte, mostrando o indivíduo condicionado a estados como inércia, cegueira, fragmentação e até mesmo a impotência.


O trabalho artístico pretende ampliar as conexões e discussões sobre a linguagem de videoarte, além de oportunizar o acesso ao trabalho apresentado na exposição que fica aberta ao público até o dia 29 de novembro. Agendamento prévio e gratuito para visitas mediadas pelo telefone (98) 3216 3830.


Sobre a artista


Nascida em Goiânia, a artista começou sua formação artística em Ateliers Livres da cidade como o Centro Livre de Artes, Veiga Valle e Atelier do antigo CEFET/GO. Em 2005 entrou na Faculdade de Artes Visuais no curso de Artes Plásticas da Universidade Federal de Goiás, neste período começou a desenvolver sua produção artística em vídeo e performance tendo como experiência as aulas ministradas, exposições que visitou, monitorou ou participou, além do convívio com artistas e estudantes de arte.

 

 

Anna Behatriz de Azevedo foi aluna especial do Programa de Pós-Graduação (Poéticas Contemporâneas) do Instituto de Artes da Universidade de Brasília e tem desenvolvido ao longo dos anos uma consistente pesquisa da linguagem da videoarte, tendo sido recentemente contemplada com o prêmio do 1º Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste.

Teatro e shows de reggae agitaram a sexta noite da Aldeia Sesc

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No chão de um espaço branco, o corpo da atriz agoniza. Em uma tela ao fundo, imagens de sujeiras, esgotos e pessoas em trânsito, em filas, em movimento, com pressa para chegar a algum lugar. Pedaços de coração de boi sangram, pendurados em ganchos de ferro. Aos poucos, o corpo que agonizava começa a ganhar autonomia. Vai se rebelando contra a violência do cárcere que lhe é imposto. Assim começa a performance “[Cu]rral”, do Coletivo Artes Urbanas, apresentado no palco do Teatro João do Vale, às 18h da terça (29).


Gê Viana é a atriz em cena que vai buscando em si movimentos primitivos, movimentos que simulam o corpo de um animal quadrúpede ficando de pé, com todo o peso e ferocidade. O bicho parece observar cada pessoa como se invertesse a lógica do curral ao qual sempre esteve confinado. O gado é mais um número, uma identidade demarcada a ferro e fogo. Na performance, o animal carrega um brinco que o identifica, o número 1.

Simulando o desenho da cabeça de boi, uma máscara de soldador. A trilha sonora conduz o espectador aos movimentos e à narrativa do bicho que ganha cada vez mais força e consciência. Ele lê um texto-manifesto. Fala da nova beleza em meio à agonia da pressa, a beleza que surge do conflito e da higiene do mundo pela guerra, um manifesto que declara que “o coração do homem é o curral na moderna sociedade”.

Aos poucos, o bicho vai retirando os pedaços de coração pendurados para distribuir aos espectadores. As reações são as mais diversas. Do asco à curiosidade. Algumas são marcadas pelo animal com um carimbo. Todos se reconhecem como bichos no mesmo curral. Ao final, a atriz explica que a performance foi inspirada em reflexões sobre a condição do corpo codificado, do corpo que vive em casulo e em transformação.

Contos e fábulas

Um prólogo anuncia a história que vai ser contada. “A comédia que vamos apresentar é humilde e inquietante, comédia rota, dos que querem arranhar a lua e arranham o próprio coração.” A poesia e o lirismo dos contos de fábula foram as opções da Companhia Ave Lola, de Curitiba (PR), para tratar de um tema universal que é o amor. O espetáculo “O Malefício da Mariposa” foi apresentado no palco do Teatro Alcione Nazareth, às 19h.

A narrativa é inspirada em conto do escritor Federico Garcia Lorca, que usa a fábula como recurso para escrever uma história sobre as relações afetivas de maneira inusitada, usando insetos como personagens. No meio de um estranho jardim, besouros, baratas, escorpiões, formigas e mariposas vão amando e sofrendo igual aos seres humanos. No palco, os atores interagem com bonecos utilizando a técnica do Bunraku (técnica japonesa com manipulação direta à vista da platéia e sincronicamente por três pessoas) e executam movimentos corporais iguais aos dos insetos que o conto cita.

Na fábula, Curianito se apaixona por uma mariposa encantada. Por algum motivo, ele poderia morrer caso insistisse nesse sentimento. Sua mãe tenta orientá-lo persuadindo o filho para os braços de uma insetinha rica e apaixonada por ele. Curianito escolhe o amor, em risco da própria vida.

Às 20h, no Casarão Angelus Novus, entrou em cena a Cia. O Imaginário (RO), dos atores Leo Carnevale, Bira Lourenço e Chicão Santos, com o espetáculo “Varadouro”.

Enquanto o público vai ocupando os espaços, os dois atores já estão em cena, sentados um diante do outro repetindo um quase-mantra, “a enchente dos rios, a enchente de gente”. O cenário é simples: bacia d’água, instrumentos de percussão, cuias. Tudo servindo de material para a trilha sonora da narrativa.

A peça é uma verdadeira epopeia sobre a construção do estado de Rondônia. A pluralidade de pessoas, de diferentes línguas, que chegaram para ocupar o lugar, as diferenças sociais e culturais, a derrubada da floresta e a força da natureza se impondo contra o ser humano. A todo tempo, o texto compara o movimento dos homens com o movimento das águas dos rios. Os objetos em cena reproduzem as sonoridades do cotidiano amazônico adicionando camadas sensoriais à narrativa.

“O tempo do rio é como o balançar da rede. A lenha se transforma em cinza. A cinza não se transforma em lenha”. A mensagem que fica é que a vida também segue o movimento do fluxo, não retorna ao que era antes.

Cinema

Na quarta foi a vez da Mostra CineMundi exibir filmes da África do Sul e Portugal, dentro da programação da Aldeia Sesc, no Cine Praia Grande, às 18h e 20h.

A história da poetisa sul-africana Ingrid Jonker (Carice van Houten), que lutou contra a desigualdade racial em pleno Apartheid, foi retratada no filme “Borboletas Negras “, de Paula Van der Oest, exibida na sessão de 18h.

Depois a mostra exibiu a história de amor entre José Saramago e Pilar Del Rio, às 20h, com o filme “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, que faz um registro do dia-a-dia da relação entre o escritor e a jornalista, de forma intimista e tendo como ponto de partida o processo de criação, produção e promoção do romance A Viagem do Elefante. A ficção do romance reflete o percurso do próprio autor, sendo a dura e custosa viagem do elefante um espelho de seus desafios pessoais, entre a doença, o trabalho e o amor por sua esposa.

Hoje a mostra encerra com a exibição do filme “Luíses – Solrealismo maranhense”, às 18h.

Noite de reggae

Às 20h, a DJ Nega Glícia já estava no palco da Praça Nauro Machado tocando conhecidas “pedras” (músicas que se tornam hits nos clubes de reggae) daqueles que costumam frequentar os espaços de circulação do reggae. Com performance ousada, a DJ tornou-se uma referência feminina ocupando uma atividade quase sempre feita por homens. No comando das “radiolas” (pick-ups) ela mantém a qualidade das “sequências” (setlist) executando “reggae roots” (reggae sem interferências eletrônicas) e soltando seu famoso bordão: “Reggae feito por mulher”.

Em seguida a Banda Kazamata subiu ao palco para apresentar seu repertório de canções que evidenciam o reggae autoral, feito em São Luís. O grupo atualmente formado pelos músicos Hilton Quintanilha (Voz), Júnior Muniz (Baixo e Voz), Fofo Black (Bateria e Voz), Márcio Praseres (Guitarra) e Paulo Apingorah (Guitarra) mostraram porque a banda é uma das mais requisitadas em shows e festas em clubes de reggae.

A Kazamata aposta no reggae como estilo musical e flerta, em algumas canções, com ritmos regionais. No repertório do show, músicas como “Quem é de Deus” (clipe disponível no Canal YouTube), “Afluentes” e “A calma que nos falta”, agitaram o público. Eles também tocaram clássicos do rei do reggae, Bob Marley, como “Redemption Song” e “Get Up, Stand Up”. As canções sempre trazem alguma mensagem de paz ou de orientação, como na música “Isso é coisa feia”, da banda Ponto de Equilíbrio, que resolveram apresentar no show: “Antes de julgar mal porque não olha pra si mesmo. Verás que está cometendo maior ou mesmo erro. Onde você vai chegar assim? Mas isso é coisa feia”.

Este ano a banda completa dez anos de estrada. A comemoração acontecerá no dia 21 de dezembro, durante um festival de reggae na Praia do Futuro, em Fortaleza.

Às 22h foi a vez de Gérson da Conceição e companhia subirem ao palco com o som da banda Mano Bantu. Cheio de dub’s e vocalizes característicos do canto inaugurado por Bob Marley, a banda apresentou um repertório de composições que são sucesso nas rádios locais, como “down, down” e “babylon”. Com influências africanas e ritmos populares, o grupo misturou vários gêneros do reggae, do ska ao rock steady, do lovers rock ao dub.

8ª Aldeia Sesc

A 8ª Aldeia Guajajara de Artes segue até hoje, 1º de novembro, em São Luís. Nas cidades de Itapecuru e Caxias, a programação acontece de 03 a 09 de novembro, com oficinas, espetáculos teatrais e shows. A mostra é gratuita, mas o público pode colaborar com o Programa Mesa Brasil do Sesc, que complementa milhares de refeições de crianças e adolescentes de São Luís e Caxias, doando 1 kg de alimento não-perecível nas bilheterias dos teatros.

O objetivo do evento é difundir a cultura brasileira e o talento da produção local nas mais diversas linguagens, trazendo espetáculos de circulação nacional e promover a formação de plateia. Este ano o evento passou a se chamar Aldeia, que são as mostras de arte e cultura organizadas pelos Departamentos Regionais do Sesc visando fortalecer os laços comunitários de artistas, espectadores e produtores, buscando inovar e diversificar o circuito cultural brasileiro. 

Poesias e rimas para mudar o mundo na Aldeia Sesc

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Já escreveu o poeta Ferreira Gullar que a poesia nasce do espanto, de alguma coisa que surpreenda e ainda não tenha descoberto na vida. Na 8ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes, ela se manifestou em outras linguagens, pelas via das artes cênicas e das rimas do rap e do hip hop, na noite de quinta (31).

A relação entre luta e poesia foi o tema da peça “Poemas para Che”, apresentado no palco do Teatro João do Vale, às 18h30, pela Cia. Direto da Fonte, inspirado no caderno de anotações do guerrilheiro.

Quem começa a história é o personagem Dom Pedro Casaldáliga (bispo católico defensor da causa indígena no Brasil), interpretado pelo ator Domingos Tourinho, que vai contando a história de luta e poesia do líder da revolução cubana. O roteiro da peça é baseado nas informações encontradas no diário. Na montagem do diretor Charles Melo, as cenas não seguem fielmente as anotações do livro. Novas situações são criadas, com recriação de cenas de guerrilhas e de pessoas que ele encontrava no meio de sua trajetória obstinada.

Os textos do Caderno Verde de Che foram escritos entre novembro de 1966 e outubro de 1967. O espetáculo intercala os poemas preferidos do guerrilheiro, de autores como Pablo Neruda, Nicolás Guillén, César Vallejo e León Felipe, além de outros autores escolhidos pelo diretor, como Ferreira Gullar e Dom Pedro Casaldáliga. A peça consegue vincular a poesia com a luta armada, a luta de frente de homem com seus ideais e que não perdia a ternura, jamais.



Dona Derrisão

No palco do Teatro Alcione Nazareth, às 19h, a Petit Mort Teatro apresentou seu mais recente espetáculo, “Dona Derrisão”, inspirado em pessoas idosas, vítimas do Mal de Azheimer.

Músicas de Roberto Carlos e outras canções do tempo da Jovem Guarda vão conduzindo o espectador para a ambiência sonora de outras juventudes, de memórias que o rádio costuma alcançar. Em cena, Osvaldo, um velho que vai retomando e confundindo suas lembranças. Passado e presente se misturam em personagens que vão dialogando com ele.

A decadência é representada pelo artista que virou mendigo, Julio de Julio. A falta de memória de Osvaldo em relação ao artista evidencia o sentido de valor que tem a identidade dos sujeitos com suas autobiografias. Nas suas confusões de lembranças, o velho conversa com sua própria juventude. Suas ações são vistas pelos outros como um comportamento inadequado e irregular. A morte está sempre presente, à espreita, seja no próprio cenário (um ponto de ônibus com teto que lembram duas asas), seja em personagens em situações de coma ou quase-morte que conversam com Osvaldo.

A história ganha sentido quando se ouve ao fundo o depoimento real de pessoas que tiveram que lidar com vítimas de Alzheimer, suas reações, o comportamento e a confusão mental. O espetáculo chega ao lirismo de perceber a vida como um sopro leve de ventilador. Na canção do ator Nuno Lilah Lisboa, composta para o espetáculo, o espectador também busca em suas memórias radiofônicas as lembranças do tempo que se perdeu.


Cinema

Na Mostra CineMundi, dentro da programação da Aldeia Sesc, no Cine Praia Grande, foram exibidos os filmes canadenses O Vendedor (2011), às 18h, e Incêndios (2010), às 20h.

Hoje, às 18h, a mostra termina com a exibição do filme “Luíses – Solrealismo maranhense”, às 18h, uma produção local baseada na lenda da serpente e no cotidiano dos maranhenses.

Poesia pela mudança social em rap e hip hop

Às 20h, na Praça Nauro Machado, o DJ Alladin já executava sua discotecagem fazendo misturas de estilos e beats diversos.

Na sequência, o Plano Somma ganhou o palco, com muita atitude e vontade de som. Nas letras e rimas, espaços da cidade, situações e gírias de rua em refrãos rápidos e diretos, como “eu sou cabôco, eu sou; eu sou da mata, eu sou da mata” (caboco), que dialogam com as matrizes da cultura brasileira dos sambas de terreiro.

O Plano Somma é formado por DJ Juarez e os MC’s Felipeza e Maciel.

Em seguida foi a vez de Costelo e a banda T. A. Calibre 1 tocarem o repertório do celebrado disco “Balaio”, reconhecido por críticos como o melhor da cena maranhense a misturar hip hop com ritmos regionais. Na formação para o show, o grupo contou com o auxílio dos músicos Beto Pio (saxofone) e Hugo (baixo) e das cantoras Cris Campos e Fernanda nos vocais.

Eles contagiaram o público com sucessos como “lata d’água”, “a voz do morro”, “groove balaio”, “berô a beira mar”, “beats pesados” e “soldados da repressão”. A formação organizada para o show Groove Balaio mostrou que Costelo e sua turma continuam com bala na agulha das rimas e poesias, com ouvidos atentos à realidade social e mais musicais como sempre.



8ª Aldeia Sesc

A 8ª Aldeia Guajajara de Artes segue até hoje, 1º de novembro, em São Luís. Nas cidades de Itapecuru e Caxias, a programação acontece de 03 a 09 de novembro, com oficinas, espetáculos teatrais e shows. A mostra é gratuita, mas o público pode colaborar com o Programa Mesa Brasil do Sesc, que complementa milhares de refeições de crianças e adolescentes de São Luís e Caxias, doando 1 kg de alimento não-perecível nas bilheterias dos teatros.

O objetivo do evento é difundir a cultura brasileira e o talento da produção local nas mais diversas linguagens, trazendo espetáculos de circulação nacional e promover a formação de plateia. Este ano o evento passou a se chamar Aldeia, que são as mostras de arte e cultura organizadas pelos Departamentos Regionais do Sesc visando fortalecer os laços comunitários de artistas, espectadores e produtores, buscando inovar e diversificar o circuito cultural brasileiro. 

Olímpiadas Sesc: Grande final do Futebol acontece neste sábado

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O clima promete esquentar durante os jogos da decisão do futebol Sub-14 e Sub-17 das Olimpíadas Sesc. A grande final acontece neste sábado (2), no Campo do Comerciário, na Maiobinha. Os primeiros a entrarem em campo serão os times do FANMAC e do CEFAMA, que disputam o ouro na categoria sub-14. O jogo está previsto para iniciar às 8 horas.


Na sequência os times do PAC e FUTEBOL-ARTE, disputam o terceiro lugar da categoria sub-17, com partida iniciando às 9 horas. A grande final do Sub-17 acontece entre os times do CINTRA e do CEFAMA a partir das 10 horas.


Olimpíadas


Considerado o maior evento esportivo do Sesc, o torneio esportivo acontece há 6 anos. As Olímpiadas Sesc objetivam estimular as práticas esportivas das crianças e adolescentes, reforçando as características lúdicas e educativas do esporte, como meio de inclusão social e de incentivo a prática esportiva como hábito saudável.


O projeto dura e torno de 2 meses e abrange modalidades como: karatê (categoria: mirim a máster – de 05 a acima de 25 anos); Taekwondo (mirim a máster – de 5 a acima de 25 anos);futebol de campo (sub 14 e sub 17); futsal (sub 13 a sub 15); voleibol (sub 19 e sub 21); basquete (sub 15); handebol (sub 14); natação (de 6 a 18 anos) e ginástica rítmica (de 6 a 18 anos).


Move Brasil


A iniciativa faz parte da campanha nacional do Sesc de incentivo a prática de atividades físicas e do esporte no país. Aproveitando o contexto favorável ao esporte no Brasil que será sede da copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 a oportunidade objetiva incentivar um legado social a partir da atenção dada aos esportes. 

Servidores do Sesc Turismo praticam o inglês em apresentação teatral

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Fantasias, nervosismo e uma imensa satisfação de alunos, professor e coordenadores do Sesc e Senac. Foi dessa forma que 25 servidores do Sesc Turismo comemoram o halloween nesta quarta, dia 30 de novembro, e principalmente os avanços no aprendizado da “língua universal”: o inglês. Com apenas dois meses de curso, fruto da parceria entre o Sesc e Senac, os alunos não apenas aceitaram a proposta de montar uma peça inteiramente apresentada na língua estrangeira, mas também tornaram a atividade um momento de integração e lazer para os demais servidores da Unidade que prestigiaram a apresentação realizada no Auditório.


Bruxas, zumbis, fantasmas, vampiros, espantalhos e abóboras. O palco do Sesc Turismo transformou-se em um verdadeiro cenário de filme de terror. Com fantasias caprichadas, os alunos das turmas matutina e vespertina do Curso de Inglês comemoraram o halloween de forma divertida e didática, levando para a cena o conhecimento adquirido no dia-a-dia. O instrutor Victor Nunes contou que ficou muito surpreso com o empenho dos servidores. “A proposta inicial era uma atividade recreativa na turma, mas eles ampliaram essa ideia: solicitaram o auditório para as apresentações, elaboraram o cenário e figurinos com riqueza de detalhes e enviaram convites aos colegas de trabalho”, revelou.


O servidor Rogélio Aquino, que presta serviço no Restaurante do Sesc Turismo, estampava um largo sorriso ao final da encenação. Ele que realizou pesquisas sobre o papel desempenhado e contou com o apoio da irmã para a confeccção da fantasia, afirmou que adorou a experiência. “Atuar e ainda em outra língua foi um grande desafio, mas que proporcionou um gosto maior de vitória. Estou feliz com o resultado”, exclamou.


Frequentando aulas de inglês básico e intermediário, 25 servidores de diferentes setores do Sesc Turismo estão complementando seus conhecimentos. Com turma no horário matutino e vespertino, das 10 às 12 horas e das 14 às 16 horas, a atividade é fruto do trabalho de valorização profissional e dos recursos humanos desenvolvido no 
Sesc no Maranhão, previsto nas Diretrizes 6 e 7 para o Quinquênio 2011-2015.


Lucélia Martins, coordenadora de hotelaria do Sesc, revelou que o aprendizado da língua inglesa contribuirá de forma significativa no seu trabalho. “Na área de hotelaria, receber um hóspede de outro país é sempre uma possibilidade em aberto e estar apta para manter uma comunicação, mesmo que básica, é necessário”, afirmou.


O Curso de Inglês, que é ministrado na Sala de Leitura do Sesc Turismo, acontece até o dia 12 de fevereiro. A atividade do Programa de Capacitação do Sesc, coordenado pelo Núcleo de Desenvolvimento Técnico (NDT), viabilizada pelo Senac, integra o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que disponibiliza cursos de educação profissional e tecnológica gratuitamente.

 

 

Rádio Casarão anima a hora do almoço no Sesc Deodoro

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Até sexta-feira, 1º de novembro, os usuários do Restaurante do Sesc Deodoro irão curtir o som maneiro da Discotecagem “Rádio Casarão”. Quem comanda esse projeto é o DJ Danilo Andrade, que pela primeira vez integra a programação da Aldeia Sesc Guajajara de Artes. Graduando em Ciências Sociais na Universidade Federal do Maranhão – UFMA, ele destaca a importância de projetos como a Aldeia para arte maranhense: “O projeto fomenta a arte maranhense em todas as formas, tanto para artistas da noite, de rua e do circo, isso aumenta a valorização da arte em São Luís”. 


Com 27 anos, Danilo toca na noite maranhense desde 2009, mas é um colecionador de discos e admirador da música nacional há muito mais tempo. “Não deixo de lado as boas influências nacionais, mas a música nacional é a minha principal influência”. Nos próximos dias, o DJ pretende trazer alguns dos discos de sua coleção para que os frequentadores do restaurante possam conhecer.


A servidora, Maria de Jesus que desempenha a função de auxiliar operacional era uma das mais animadas com o som que estava tocando no restaurante. Apreciadora do samba, Maria foi só elogios a “Rádio Casarão”: “Com música a gente trabalha mais feliz e alegre, eu que adoro e amo samba, estou bastante animada”.


A iniciativa não fez sucesso somente entre os servidores, o frequentador do restaurante, Gustavo Medeiros, vê a programação da 8ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes como um incentivo à produção local. Para ele, além de relaxar quem vai almoçar no restaurante, a discotecagem ajuda os usuários a conhecerem um pouco mais da cultura popular maranhense e a partir daí passarem a valorizar os artistas que a produzem.


A “Rádio Casarão” permanece até sexta (01) levando música de qualidade aos frequentadores do restaurante do Sesc Deodoro. Com um repertório que passeia pelo samba, roots, chorinho e toda a nata da música nacional de raiz, Danilo Andrade comanda a playlist que vai relaxar e encantar a hora do almoço de muita gente.

Folk invadiu o Sesc Deodoro na programação musical da 8ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes

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Um dos gêneros mais influentes e engajados da história da música pop, o folk continua atraindo milhares de admiradores na atualidade tanto que, muitas bandas percorrem a saga de um estilo que teve seu auge nos anos 60, com as canções de protesto de grandes gênios como Bob Dylan. Em São Luís é a paulista radicada no Maranhão, Acsa Serafim que dá o tom desse estilo singular. Quem compareceu ao Anfiteatro se do Sesc Deodoro no comecinho da noite de terça-feira (29), se encantou com a suavidade das belas composições da universitária, que ganhou o primeiro violão aos 15 anos e desde então se apaixonou universo musical. 


Adultos e crianças faziam parte da plateia que prestigiou a apresentação. Acsa agradou o público com canções autorais compostas em inglês que se apropriam de elementos do folk clássico ao rock indie europeu. A artista é nova na cena musical, em setembro de 2012 fez sua primeira apresentação no Odeon Sabor & Arte, em São Luís, reunindo um número considerável de admiradores.


Wagner Lopes, comerciário disse que já conhecia o trabalho da artista e que gostou muito do show: “gosto muito das musicas de Acsa, ouvia pela internet, tê-la ao vivo é muito bom”, afirmou.


A apresentação integrou a programação musical da 8ª Aldeia Sesc Guajajara de Artes que este ano engloba o Projeto Som Poente, um nasceu na perspectiva de apresentar ao público a variedade musical produzida no Maranhão uma vez que, desde o aparecimento e da difusão pelo mundo de gêneros como o rock, pop, blues, reggae, dentre outros, cada vez mais jovens pertencentes as mais diversas classes sociais têm se reunido para formar as chamadas “banda de garagem”.


Letícia Oliveira, jornalista elogiou a programação da Aldeia Sesc Guajajara em 2013 e disse estar muito feliz em assistir a apresentação de Acsa Serafim: “a programação da aldeia esse ano está muito rica, a Acsa é uma artista nova e eu fico muito feliz com a iniciativa do Sesc em convidá-la, os artistas maranhenses são carentes de incentivo cultural e iniciativas como a do Sesc valorizam o trabalho artístico local”, destacou.


A proposta do Som Poente é justamente a difusão dos gêneros musicais, aproximando músicos, produtores e o público em geral, visando à troca de experiências oportunizando a promoção e a revelação de talentos por meio da música.

Maranhenses esbanjam talento no palco da Mostra Onde Canta o Sabiá

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Uma noite dedicada à música e talento maranhense no Teatro Arthur Azevedo. O encerramento da 3º Mostra Onde Canta o Sabiá, realizada nesta segunda (28), abriu espaço para o trabalho de compositores e intérpretes locais, que entre homenagens à terra e sons peculiares ao panorama regional, mostraram que essa iniciativa do Sesc tem contribuído e fortalecido a produção maranhense. Os jovens músicos do projeto Sesc Orquestrando a Vida abrilhantaram o evento com a música instrumental, logo no início da Mostra, enquanto a dupla Criolina, consagrada no cenário artístico brasileiro, levantou o público com muito ritmo e estilo ao final das apresentações.


Dez composições, músicas que farão parte do 3º CD da Mostra Onde Canta o Sabiá, envolveram o público com sua melodia, letra e criatividade. Com vinte anos de carreira, o experiente Chico Nô foi o primeiro a subir o palco. Em homenagem aos filhos, o cantor e compositor elegeu em seu repertório a música “A cor da pele” para participar da seleção.


Homenageando a beleza natural de São Luís e suas velas, que iluminam ainda mais a costa marítima, o músico, compositor e pesquisador popular Well Matos compôs e cantou “Aquarela do Mar”.


Os ritmos e levadas típicas da cultura maranhense estiverem presentes nas apresentações, mas com mais ênfase nas músicas “Trincheiras”, de Inaldo Bartolomeu, e “Do asfalto pru arame”, de Vovô. Os dois compositores e intérpretes têm suas raízes fincadas no bumba-meu-boi. Unindo a batida ritmada do forró e os ritmos de São João, Inaldo reverencia os sotaques do Maranhão. Já Vovô contou com a participação de um ator para retratar o sertanejo que se vê encurralado entre a urbanização e a luta pela sobrevivência no campo.


A servidora pública Ana Maria Lima finalizou o feriado em homenagem à sua classe trabalhista na Mostra Onde Canta o Sabiá, ao lado dos amigos. “Esse é um importante apoio para a elevação da produção artística maranhense. O Sesc está de parabéns por mais um significativo projeto”, ressaltou.


A Mostra, que integra a Rede Sesc de Música, não tem caráter competitivo, sendo destinada à qualificação musical, descobertas de talentos e formação de plateia. Na edição 2013, cinquenta composições participaram do processo de seleção.