2º Festival Palco Giratório é aberto como parte das comemorações pelos 80 anos do Sesc

17/09/2026 às 09:55 por Samara Andrade

 

Programação continua até o dia 30 de setembro em São Luís, Caxias, Itapecuru Mirim e Imperatriz

O encontro entre artistas e público marcou a noite de estreia do 2º Festival Palco Giratório no Maranhão. Nesta quarta-feira (16), o Teatro Sesc Napoleão Ewerton recebeu grande público para o início da programação, que integra as comemorações pelos 80 anos do Sesc e segue até o dia 30 de setembro, passando por quatro cidades maranhenses.

A cerimônia de abertura reuniu representantes institucionais do Sesc, artistas e público diverso. O presidente da Fecomércio/MA, Maurício Aragão Feijó, fez as honras da Casa e ressaltou o papel dos artistas e do público na construção das ações culturais do Sesc e destacou ainda a importância das artes cênicas como parte da vida cotidiana e da formação das pessoas. “Esta plateia é formada, em grande parte, por artistas, pessoas que fazem com que o Sesc exista e realize a cultura, que é uma ponte e uma essência do povo do Maranhão”, destacou.

O presidente da Fecomércio-MA também reforçou o compromisso do Sesc com a democratização do acesso à cultura e a interiorização da programação. “É muito importante falar sobre acessibilidade à cultura. E o Sesc tem esse compromisso. Durante o mês de setembro, vamos levar essa programação para Caxias, Itapecuru e Imperatriz, além de São Luís, mostrando tudo aquilo que os nossos artistas e grupos sabem fazer”, observou Feijó.

O diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, frisou a importância do Festival Palco Giratório para a circulação da produção cultural brasileira e para a ampliação do acesso às artes. “O Sesc tem um papel muito importante no acesso à cultura e no fomento às artes. Por meio da cultura, queremos contribuir para a formação de trabalhadores do comércio mais plenos, capazes e completos. Somente no último ano, realizamos mais de 54 mil eventos e atividades culturais em todo o Brasil, alcançando mais de 32 milhões de pessoas. O Festival Palco Giratório é mais um grande projeto nesse campo das artes e, neste ano, chega à sua 28ª edição”, afirmou.

Segundo Cirilo, o festival também representa uma oportunidade para artistas e grupos ampliarem o alcance de seus trabalhos. “O Palco Giratório é uma grande oportunidade para esses artistas. Eles passam por uma curadoria local e, posteriormente, por uma curadoria nacional, para que possamos levar essa produção para diferentes lugares do Brasil. É uma forma de fazer a arte circular, aproximando artistas e públicos”, destacou.

A diretora regional do Sesc-MA, Rutineia Monteiro, destacou a satisfação de receber mais uma edição do Festival Palco Giratório no estado, especialmente no ano em que o Sesc celebra oito décadas de fundação.

“É uma grande satisfação receber o Palco Giratório nesta edição comemorativa aos 80 anos do Sesc. Neste ano, estamos com 19 grupos artísticos e vamos levar a programação para quatro municípios, além de São Luís: Caxias, Itapecuru Mirim e Imperatriz, ampliando o alcance desse que é o maior projeto de circulação das artes cênicas do Brasil”, afirmou.

Abertura com espetáculo maranhense

A programação de abertura também apresentou ao público o espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa”, do grupo Cena Aberta. A montagem dialoga com referências da cultura e da memória maranhense e trouxe para a noite de estreia uma produção construída a partir de elementos do próprio território onde o festival acontece.

A dramaturgista Necylia, que também é atriz e diretora do espetáculo, destacou a trajetória de 25 anos do Cena Aberta.

“O grupo nasceu dentro da universidade, fundado pelo mestre Luiz Pazzini, e hoje atua em diferentes vertentes, entre elas as artes cênicas, a pesquisa e o Memorial Luiz Pazzini. Pazzini deixou um importante acervo e, falar de memória neste momento, tem um significado muito especial para nós, especialmente porque estamos circulando com o espetáculo ‘Memórias em Maranhês: A Casa’”, explicou.

A dramaturgista contou ainda que o espetáculo tem como ponto de partida as memórias e histórias vividas no bairro da Liberdade, em São Luís. “O espetáculo é ambientado no bairro da Liberdade e traz histórias da minha infância naquele lugar. A obra nasceu primeiro em formato de livro e, posteriormente, o grupo realizou a montagem para o teatro. Agora, temos a oportunidade de levar essa história para outros lugares e de sermos um dos 16 grupos selecionados para integrar o Palco Giratório em todo o Brasil”, destacou.

O Festival

O 2º Festival Palco Giratório conta com a participação de grupos dos estados do Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Além dos espetáculos, a programação inclui oficinas e intercâmbios entre grupos maranhenses e artistas do circuito nacional, criando espaços para troca de conhecimentos, experiências e técnicas e fortalecendo a circulação e o diálogo entre diferentes produções das artes cênicas.

A programação completa do 2º Festival Palco Giratório Sesc está disponível em palco.sescma.com.br.