O homem é um universo de escolhas. Suas opções políticas, gostos musicais, afetivos, tudo converge e se encontra em uma só dimensão. Com essa proposta, o Sesc realiza a exposição “Pedaços da Pós-modernidade”, do artista Hal Wildson, que ilustra poeticamente o individuo em pedaços e apresenta o ser humano como um mundo formado por partículas diferentes. As obras ficam abertas ao público na Galeria de Arte, no Sesc Administração, de 8 a 30 de maio, das 9 às 17 horas. A abertura da exposição acontece nesta quarta (7), às 16h, com mediação das técnicas de Cultura do Sesc Paula Barros e Betânia Pinheiro sobre a poética do trabalho.
A exposição atribui à arte discussões sobre um homem atual e além da modernidade, encaixando os pedaços que o completam. A expressão artística de Hal Widson experimenta o uso de diversas mídias como pedra, papel, cacos de vidros, carvão, colagem e a pintura para caracterizar o homem pós-moderno, aquele que rompe barreiras, que é feito de fragmentos.
A mostra é composta por cinco séries identificadas como “Atire as pedras”, “Papéis”, “Identidades”, “As cores do Brasil” e “Película”, que contemplam as técnicas fotografia, colagem, pintura e a mistura de luzes e recortes, formando um quebra-cabeça. Elas são a evolução de um trabalho iniciado em 2011, que persiste até os dias atuais como um laboratório artístico, no qual desenvolve estudos de contextos urbanos desfavoráveis e espaços de expressão humana.
A série “Atire as Pedras” representa as frustrações, erros, acertos e caminhos como elementos que ao mesmo tempo libertam e aprisionam.“Os Papéis” explora meios como o próprio papel, lápis e o inusitado batom para a composição da obra. Em “Identidades” o autor retrata a identidade cultural brasileira por meios de rostos conhecidos para criar anônimos, cidadãos com suas histórias e particularidades. A figura indígena é retratada em “As cores do Brasil”, resgatando a nacionalidade produzida com pedaços de papel e aquarela. E a última série “Película” ilustra todas essas discussões captando o homem como ser sentimental, emotivo, transcendental, características que permanecem na cultura pós-moderna.
As visitas são gratuitas e podem ser agendadas pelo número (98) 3216-3830.
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Hal Wildson
Apresentando o curso de Letras/Literatura pela Universidade Federal de Mato Grosso no currículo, Hal Wildson atualmente vive em Goiânia, onde estuda artes e deu decorrência as investigações sobre as poéticas urbanas.
Apaixonado por música, pessoas e histórias, as bases da sua produção partem essencialmente da literatura, fotografia, colagem e pintura. Voltados para as poéticas urbanas e o existencialismo, o resultado final é o que denomina de poético-visual. O objeto da sua pesquisa constitui-se a partir da criação de uma esfera poética ligada ao ‘eu-criador’ e a investigação sobre a existência e a invenção do amor, práxis literárias que orientam a produção visual à medida que a composição final resulta em ‘poemas pictográficos.